O mundo de sensações e oportunidades das cervejas

Trabalhar com cervejas artesanais pode possibilitar o alcance de um público qualificado. Entenda porque aproveitar esta infinidade de rótulos, sabores e aromas em favor de seu negócio.

Já há alguns anos que o segmento de cervejas artesanais passou a ser uma realidade na escolha dos brasileiros, ainda que relativamente mais recente comparado a países da Europa ou aos Estados Unidos.

Este fenômeno começou a ganhar mais força na década de 1990 com o surgimento e fortalecimento das micro-cervejarias, influenciado principalmente pela popularização da bebida nos EUA.

Em 2019, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), chegamos a 1.209 cervejarias legalmente instaladas no Brasil, o que representa um crescimento de 36% em relação ao ano anterior.

Por aí, você já deve ter uma ideia da “pressão” de volume, investimento e apelo promocional que este mercado exerce. As fábricas necessitam de escala de produção para manter-se operando e, com isso, a oferta vai gerando a demanda e vice-versa.

O fato é que o segmento se renova todos os anos com novas marcas, sabores e rótulos e a exigência dos consumidores aumenta na direção da diferenciação e maior qualidade.

Sirva-se, por favor!

Existe uma grande diversidades, sabores, aromas, cores e preferências a serem explorados pelos restaurantes, bares e estabelecimentos em geral.

O paladar do brasileiro acompanha a evolução do mercado. Se não fosse assim, não teríamos o aumento tão considerável na quantidade de cervejarias, como acabamos de falar acima.

Uma pesquisa realizada em 2018 pelo banco de investimento UBS, com base em dados do Euromonitor, revela que 77% dizem experimentar novas marcas e 66% consideram o consumo moderno e legal.

Então o GoOut traz para você algumas dicas importantes sobre como se guiar por este universo de marcas, tipos, tamanhos e sabores.

Antes de começar, você sabe o que é uma cerveja artesanal?

São cervejas produzidas conforme o desejo e imaginação mestre cervejeiro. Os ingredientes são mais selecionados e o processo de fermentação e maturação não tem produtos químicos que aceleram os processos desta fase.

O que elas têm de diferente?

A característica fundamental deste tipo de cerveja é a inovação e a qualidade. Isso é o que atrai e fideliza tantos adeptos.

Outro diferencial importante e de uma certa forma “atraente” é a proximidade que as cervejas artesanais têm com o consumidor final. Estão muito próximas das mesas das pessoas e algumas chegam até a se arriscar na própria produção da bebida.

Quantos tipos existem?

São mais de 20 tipos diferentes de cerveja e levando-se em consideração também os subtipos, esse número passa de 70.

Logo abaixo, vamos tentar simplificar um pouco as coisas para você começar a se encontrar neste mundo.

Cada vez mais e mais pessoas estão se interessando por todo o contexto de produção, consumo e divulgação das cervejas artesanais.

Continue por aqui e entenderá.

Saber o tipo de fermentação é um fator de diferenciação entre elas, definindo as famílias e estilos conforme abaixo:

  • Lager: são os tipos mais leves e claros e de baixa fermentação. Os tipos mais comuns são as Pilsen, Schwarzbier e Bock. As Lagers ainda apresenta a subdivisão das Pale Lager e, dentro destas, há ainda mais outras quebras de tipos.
  • Dark Lagers: são as lagers escuras, comuns de serem encontradas no Brasil. São divididas em Munchner Dunkel, Dark American Lager, Schwarzbier e Malzbier.
  • Ale: Tem um paladar frutado e possuem mais corpo. São consideradas de alta fermentação. Os gostos e aromas são dos mais variados e as mais comuns são as Weizenbier ou Wissbier, Stout e Dubbel.
  • Pale Ale: Claras e com graduação alcoólica que pode chegar a 6%, é um dos maiores e mais diversificados grupos de cervejas. Subdivide-se em America Pale Ale; Belgian Pale Ale; Belgian Blond Ale; Indian Pale Ale (IPA); Red Ale e Altbier.
  • Lambic: são as de fermentação espontânea, com paladar bem distinto. Quem bebe uma cerveja deste tipo tem a sensação de estar bebendo um vinho espumante. O aroma deste tipo de cerveja se sobressai bastante e são subdivididas em Faro, Geuse e Kriek.
  • Híbridas: seu processo de produção envolve diferentes técnicas e existem uma infinidade de rótulos nacionais e importados. Os principais tipos são as Trapistas, Abbey, Rauchbier e Fruit Beer.

E por qual você deve começar?

Aqui no GoOut a gente indica as cervejas mais leves.

Se você não tem o hábito de beber cervejas diferentes e já inicia com uma Pale Ale como a IPA, por exemplo, vai achar muito amarga e pode até sair com uma ideia ruim das cervejas artesanais.

Vá aumentando a intensidade conforme seu paladar vai se adaptando.

Ah, e saiba que depois não vai mais conseguir voltar para as Pilsen tradicionais…

Porque as pessoas bebem. E cada vez mais!

O consumo de cervejas artesanais tem se tornado cada vez mais um momento de partilha e interação abrangente e diversificado.

Para os apreciadores de cervejas artesanais, o que vale é beber menos, porém muito melhor. A bebida é uma experiência, algo maior do que simplesmente consumir álcool.

Esse apelo da experimentação atrai e acaba fidelizando cada vez mais novos bebedores e admiradores desta “cultura”. As pessoas querem entender e conhecer.

E o gosto pela cerveja artesanal não se restringe ao consumo da bebida. Quem gosta de uma cervejaria assim, começa pela escolha do copo, mas continua estendendo para o boné, caneco, camiseta…

É um estilo de vida

Existem consumidores aficcionados pela bebida, que chegam a fazer coleção de latas e rótulos.

Há ainda inúmeros cursos de formação de sommeliers que as próprias cervejarias oferecem. Isso sem contar nos programas de visitas a fábricas que incluem explicações técnicas e degustação de produto, oferecidas por uma grande quantidade delas.

Veja alguns outros exemplos da dimensão que este “ecossistema” cervejeiro vem tomando Brasil:

  • Cerveja como atração turística

A concentração de cervejarias no Vale do Itajaí trouxe a criação de um roteiro voltado à degustação de cervejas artesanais – o Vale da Cerveja. Na Grande Florianópolis, o Caminho Cervejeiro busca se integrar com os demais pontos turísticos da região e oferecer experiências gastronômicas e culturais.

  • Clubes de assinatura

Não faltam opções para que o assinante receba em casa um kit com cervejas artesanais nacionais e importadas, especialmente selecionadas por especialistas da área – além de outros brindes, como copos, abridores de garrafa, snacks, entre outros.

  • Garrafas para levar chope

As growlerias – bares que vendem chope em growlers ou garrafões – são uma opção para os apreciadores de bebidas artesanais que procuram por qualidade. Já existem diversos bares, cervejarias e lojas online que vendem garrafas próprias para esse tipo de consumo. Com a garrafa em mãos, o cliente abastece com sua opção favorita de chope e aprecia onde quiser.

  • Aplicativos e redes sociais

Tanto para o consumidor quanto para o produtor, a tecnologia oferece um grande universo de informações sobre cervejas sempre às mãos: BeerSmith; Untappd; Lamas Brew Tool e Bier Tab são alguns exemplos.

Bem, acredito que deve ter ficado nítido que o contexto de cervejas artesanais é um movimento muito mais amplo do que o simples consumo de cerveja.

E que você é peça fundamental em todo este processo.

Por isso, por fim deixamos a mensagem talvez mais importante de todas para o você empresário:

O que eu ganho com isso?

Além de desfrutar de uma experiência maravilhosa, seu cliente gastará mais no seu estabelecimento.

A introdução das cervejas artesanais no cardápio é uma das melhores formas de aumentar o ticket médio, já que o produto possui um preço maior que o de bebidas convencionais e ainda desperta o desejo por experiências mais ricas e saborosas.

Os donos de restaurantes e bares devem analisar constantemente esta métrica para planejar vendas cada vez mais rentáveis.

O que você está esperando?

Não deixe que o ritual de consumo seja realizado no estabelecimento de seu concorrente.

Há muito mais em jogo do que simplesmente beber uma cerveja!

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